O sinal da cruz

21-01-2014 23:05

 

 

 

O Sinal da Cruz

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

A liturgia usa muito a linguagem dos sinais, dos gestos e das posições. O primeiro sinal o mais importante e o mais conhecido é o Sinal da Cruz. Já no catecismo da Primeira Comunhão aprendemos que o Sinal da Cruz é o sinal do Cristão, lembre-se:

O Sinal da Cruz é riquíssimo em significado. Por Ele expressamos e professamos através de gestos e simbolicamente três verdades ou dogmas fundamentais da nossa religião: o Dogma da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Morte redentora de Jesus Cristo. Quando você diz: “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, você está proclamando o Mistério da Santíssima Trindade. Você estar se consagrando e oferecendo sua vida, suas ações, seu trabalho... A Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo quando leva a testa as pontas do dedo da mão direita aberta, dizendo”: “Em nome do Pai”…Quando você desse com a mão na vertical e toca na altura do estômago continuando: “…e do Filho”, você está indicando o mistério da Encarnação: o Filho de Deus desceu ao ceio da virgem Maria. Depois, levando a mão direita para o ombro esquerdo (e do Espírito…”) você completa a cruz tocando o ombro direito (“…Santo…”), você está indicando a morte redentora de Jesus na Cruz.

Mas, veja bem: Jesus morreu numa cruz e a cruz é formada por uma haste vertical e uma haste horizontal, não é? O sinal da cruz de muita gente parece mais um espanador ou coisa que o valha. o indivíduo “rapidamente” dá uma “espanada”, umas “voltinhas” com a mão direita na frente do peito, depois de Ter dado uma apontada com o indicador para cima… mas do que um sinal é um trejeito da Cruz. E depois termina dando um beijinho nos dedos; ou, se quiser, um tapinha na boca. Em vez de dar um beijo ou tapa na boca, juntem-se as mãos entre os dois peitos e diga amém (ou apenas diga amém). Olhe Cristo não morreu pregado num espanador, mas numa Cruz.

Façamos o sinal da cruz com a mão direita aberta, toque a testa com a ponta dos dedos, dizendo: “Em nome do Pai…” desça em linha vertical até a altura do estômago: “…e do Filho…” leve a mão ao ombro esquerdo: “…e do Espírito”…, leve a mão ao ombro direito e conclua: “Santo. Amém”. E não precisa dar o “tapinha na boca” nem beijar os dedos. Devemos sempre através de nosso exemplo de Cristãos autênticos buscar corrigir nossos irmãos que ainda não conhecem e ensiná-los o significado importantíssimo do sinal da cruz, usando-o é claro, o bom senso para não ferir nem magoar ninguém. Sinal este que hoje, muitas vezes, passa despercebido seu verdadeiro significado que não tem nada haver com superstição, idolatria, magia, que não é feito para fechar o corpo, mas para consagrar nossa vida, pensamentos, sentimentos, desejos, palavras e demais ações a Deus.

 Ora, uma vida, uma pessoa consagrada e fiel a Deus estar sob sua proteção. É neste sentido, quando vivenciamos a nossa consagração e fidelidade a Deus exigida e indicada pelo sinal da cruz, que dizemos que o sinal da cruz nos protege do mal. É claro também que feito diante da Igreja não estamos considerando a mesma como um mal, mas apenas querendo professar, confirmar e renovar nossa fé diante da nossa Igreja.  Ao fazermos o sinal da cruz ao sair de casa, antes do trabalho ou de uma viagem estamos através do mesmo nos comprometendo ser fiel a Deus durante todo o dia durante o trabalho e a viagem, e para isso pedimos a sua proteção, que nos livre de todos os males: roubo, assalto, acidente... Principalmente do pecado.

Persignação

Nós cristãos temos este belo costume de persignar-se, ato ou efeito de benzer-se, fazendo três cruzes com o dedo polegar da mão direita, uma na testa outra na boca e outra no peito. Existe uma piedosa explicação que nos diz que a cruz na testa é para Deus nos livrar dos maus pensamentos; na boca, para nos livrar das más palavras; e, no peito, para nos livrar das más ações. Mas existe um sentindo Litúrgico mais abrangente e expressivo para o verdadeiro cristão autêntico na fé e na boa nova do Evangelho: A cruz na testa, lembra que o Evangelho deve ser entendido, estudado, conhecido; a cruz nos lábios lembra que o evangelho deve ser proclamado, anunciado (missão de todo cristão); e a cruz no peito, à altura do coração, nos indica que o evangelho, acima de tudo, deve ser vivido, pregado e testemunhado por todos os que acreditam que Cristo ressuscitou. Também o Cristão que for fazer a proclamação e leitura da Boa Nova, deve fazer a cruz na leitura do Evangelho a ser lido, indicando com isso que cada palavra pronunciada seja um despertar para cada cristão ser luz e sal para o mundo.

O momento em que geralmente fazemos o persignar-se é na liturgia da palavra, quando nos preparamos para ouvir a Palavra de Deus. Devemos com isso também estarmos de Pé, indicando com essa posição, que estamos prontos para seguir, dispostos a marchar com Jesus para onde Ele nos levar.

Fonte: Livro ”Os Sacramentos” – Prof. Felipe Aquino

 

Quando devemos fazer o Sinal da Cruz?

 

 Tertuliano nos responde:

“Ao entrar e ao sair de casa,estando para comer, ao deitar e ao levantar, qualquer que seja o ato que pratiquemos ou o lugar para onde vamos, sempre marcamos nossa fronte com o Sinal da Cruz.”

E de todas as práticas litúrgicas, o Sinal da Cruz é a principal, a mais comum, a mais familiar. É a alma das orações e das bênçãos. A Santa Igreja em suas cerimônias, em nenhuma delas deixa de empregá-lo. Começa, continua, e tudo termina por este sinal. Ao destinar para o seu próprio uso a água, o cálice, o altar e também aquilo que pertence aos seus filhos como as habitações, os campos, os rebanhos. De tudo toma posse pelo Sinal da Cruz.

A primeira coisa que faz sobre o corpo da criança ao sair do seio materno, e a última, quando já na ancianidade, o entrega às entranhas da Terra, é ainda este Divino Sinal. O que dizer da Santa Missa que é a ação por excelência? A Esposa de Cristo mais do que nunca o multiplica… O sacerdote, no decurso da celebração, ao abrir os braços imitando o Divino crucificado, não é o seu corpo o próprio Sinal da Cruz vivo? Também diante das tentações, nós devemos fazer uso deste sinal libertador. Ouçamos o que nos diz Orígenes:

“É tal a força do Sinal da Cruz, que se o colocardes diante dos olhos e o guardares no coração, não haverá concupiscência, voluptuosidade ou furor que possa resistir-lhe. À vista dele desaparece todo o pecado.”

E ao findar o dia, se a fadiga e os fracassos da jornada levarem a vossa alma para o desânimo ou até o desespero. Ouçamos o que nos aconselha o sábio Prudêncio: “Quando ao convite do sono, deitares em teu casto leito, fazeis o Sinal da Cruz sobre a fronte e sobre o coração, a cruz te preservará de todo o pecado. Santificada por este Sinal, a tua alma não vacilará”.

Mas para alcançarmos tão preciosos benefícios, é mister que façamos o Sinal da Cruz bem feito e com firmeza. A devoção, a confiança, o respeito e a regularidade devem acompanhar o movimento de nossa mão.

Meditando nas palavras pronunciadas, devemos pensar em Deus Padre, Deus Filho e no Espírito Santo. Além disto, tocando com a mão direita no centro da testa, devemos ter a intenção de consagrar ao Senhor a nossa inteligência, os nossos pensamentos; tocando o peito, consagrar-lhe o nosso coração, os nossos afetos e tocando os ombros, todas as nossas obras.

Porém não permitamos que o respeito humano nos impeça de manifestar pública e abertamente o Sinal da Cruz, pois se hoje uma grande parcela de nossa sociedade está afundada na impiedade e no materialismo, a necessidade que temos de fazer uso deste augusto Sinal é cada vez maior.

Principais fontes: O Sinal da Cruz de Monsenhor Gaume; Catecismo da Igreja Católica; e o Dicionário de Liturgia.

Pesquisado e organizado pelo catequista: Aquino

Leia-o também em: www.larcatolico.webnode.com.br/newns/o-sinal-da-cruz

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