Os inimigos da cruz de Cristo

21-01-2014 22:55

 

 

  OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO

“Há muitos por aí, que se portam como inimigos da Cruz de Cristo”, cf. Fl. 3, 18-19.

Nestes dias de Semana Santa, toda a Mãe Igreja volta seu olhar para o Calvário, para o Santo Lenho da Cruz banhado no Sangue Redentor de Jesus Cristo.

No entanto, ao andarmos pelas ruas, no trabalho e até mesmo dentro de nossas casas, não poucas vezes nos deparamos com supostos “cristãos” que agridem e caluniam os filhos da Igreja por amarmos e venerarmos a Santa Cruz.

É comum ouvirmos frases do tipo: “vocês católicos são idólatras!”, ou “Jesus está vivo e vocês adoram a um deus morto!”, ou “carregando essa cruz no peito, você está compactuando com a morte de Jesus”, ou “a cruz é maldição!”, ou ainda “se Jesus tivesse morrido eletrocutado você andaria com uma cadeira elétrica no pescoço?” (essa chega a ser engraçada!).

Em primeiro lugar é preciso dizer que nenhum católico, que esteja em pleno uso de suas faculdades mentais, acredita que Jesus esteja morto. A Ressurreição de Nosso Senhor é o ponto central da nossa fé desde o princípio: “se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé… Mas não! Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram!” (1 Cor 15, 17.20)

A Cruz, no Antigo Testamento, realmente era um sinal de maldição (“Maldito todo aquele que é suspenso no madeiro” – Dt 21,23). Essa era a morte reservada para os piores criminosos e particularmente para os escravos; e foi exatamente por isso que Nosso Senhor escolheu morrer dessa forma.

Ele poderia ter morrido de muitas outras maneiras (“Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de dá-la, como tenho o poder de reassumi-la”. – Jo 10, 18) e de qualquer modo a nossa salvação aconteceria (até mesmo se tivesse morrido naquela insólita cadeira elétrica!), mas como Ele quis descer aos mais baixos porões da humanidade, ao pior da nossa condição de pecadores, decidiu, em sua providência, usar a Cruz como instrumento de nossa Redenção.

Sendo assim, aquilo que era sinal de maldição para os judeus e para os pagãos, Jesus tornou sinal de salvação: (“Eis que torno novas todas as coisas” – Ap 21, 20). A Palavra de Deus nos afirma que a morte de Cruz foi a Exaltação de Cristo (cf Fl 2,8-9) e Ele mesmo nos diz que ela seria sua Glorificação (cf Jo 13, 31-32).

Como já foi dito, o ponto central da nossa fé é a Ressurreição, mas esta jamais poderia acontecer se Jesus não passasse pela Cruz. Ambas fazem parte do Mistério Pascal de Cristo e não podem ser separadas. É por isso que a Santa Igreja Católica, nestes mais de 2000 anos, não parou de pregar esse Mistério: “nós anunciamos Jesus Crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos – quer judeus quer gregos – força de Deus e sabedoria de Deus”  (1Cor 2, 23-24). Infelizmente ainda há quem se escandalize da Cruz!

Se o argumento da Sagrada Escritura não fosse suficiente, poderíamos apelar para a própria história. Descobertas arqueológicas recentes comprovam o uso de cruzes como símbolo da vitória de Cristo, na liturgia e na vida dos cristãos do século primeiro.

Bons sites de Arqueologia Cristã podem ser encontrados na internet, basta procurar um pouquinho, mas para aqueles que estão obstinados no mal ou obcecados pela ignorância a linguagem da Cruz continua sendo uma loucura (cf 1Cor 2,18) e nem as provas mais evidentes da verdade podem convencê-los do erro.

Coragem, católico!  Voltemos ao belo e santo costume (que em muitos lugares já se perdeu!) de trazermos um crucifixo ao pescoço, manifestando assim a nossa fé. A Cruz é para nós católicos motivo de orgulho! A própria palavra de Deus tem palavras de respeito, honra e elogio à cruz: Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo ... (cf. Gl 6, 14).

   Portanto, ao respeitar, honrar e elogiar a cruz nós católicos estamos apenas imitando e seguindo o exemplo da palavra de Deus e de São Paulo, ao contrário alguns protestantes preferem desprezar e criticar a cruz, comportando-se como INIMIGO DA CRUZ DE CRISTO, E SENDO POR ISSO CONDENADOS (REPROVADOS) PELA PRÓPRIA PALAVRA DE DEUS cf. Fl 3, 18-19

 

Ir. Ignácio do Monte Calvário, PJC

 

SUPLEMENTO DO CATEQUISTA AQUINO:

 

.RESPONDENDO OBJEÇÕES DOS PROTESTANTES.

 

Visto que Jesus ressuscitou e está no céu, e não mais pregado numa cruz, porque os católicos a respeitam ao ponto de andar com uma cruz ou crucifixo no pescoço?

Resposta: Nós católicos usamos a cruz ou o crucifixo não para indicar onde ou como Jesus estar, mas para lembrar com muito respeito onde ele esteve para nos salvar.

  Mesmo depois da ressurreição de cristo São Paulo não deixava de pregar sobre cristo crucificado (1cor 2, 23-24), nem de apresentar Jesus como crucificado ( Gl 3, 1), e assim fazia não querendo dizer que nosso Senhor e Salvador ainda estava Morto e pregado na cruz, mas para lembrar o imenso amor que mostrou ter pela humanidade dando sua própria vida por nós na cruz. Semelhantemente, assim fazemos nós Católicos.

 A própria Bíblia na nova tradução na linguagem de hoje (tradução protestante) adotou a cruz como sua logomarca e explica o motivo: A cruz aponta para o amor que Deus teve por toda humanidade, buscando reconciliar-se com ela por meio do sacrifício de cristo.

 

*Respeitar a cruz é o mesmo que respeitar a armar que matou Jesus, você respeitaria a arma que matou seu pai, seu irmão...?

Resposta: Estou pronto a respeitar a arma que matou meu pai, meu irmão... Se a salvação do mundo e sua segurança forem o resultado de tal morte. Ora, foi justamente esse o resultado da morte de Cristo na cruz: o instrumento da punição máxima tornou-se para nós meio de salvação, e para cristo um passo em direção da glória cf. Fl. 2, 8-9; Cl 2, 14. Portanto, considerar a cruz de Jesus apenas como instrumento de execução (arma que matou o ente querido) é uma meia-verdade, pois como vemos em Fl 2, 8.  A escolha da cruz foi um ato de obediência ao pai e a máxima demonstração do amor de Jesus para com a humanidade. Ademais, teologicamente falando, a arma que matou Jesus não foi a cruz, mas sim os nossos pecados, e para provar isso a um protestante basta lembrá-lo  um dos hinos mais antigos que diz: foi na cruz, foi na cruz que um dia eu vir meus pecados castigados em Jesus, cf. Harpa Cristã, n° 15

 

http://ocaminho.org.br/portal/os-inimigos-da-cruz.html

Pesquisado e organizado pelo catequista: Aquino

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