A ILUSÃO DA MISERICÓRDIA SEM CONVERSÃO

 

 

A ILUSÃO DA MISERICÓRDIA SEM CONVERSÃO


E os bilhões de sacrilégios.

A misericórdia é infinita unicamente para quem pede perdão e tenta - recorrendo à graça divina através da oração e com o máximo esforço possível - deixar a vida de pecado cf. Provérbios 28, 13. Bem como as ocasiões de pecado cf.. Eclesiástico 17, 21-23.

Abaixo segue um texto muito elucidativo de um grande santo da nossa Igreja. Ele trata de um abuso que a cada dia mais se expande, especialmente no meio dos pastores - e dali como um rastilho para as ovelhas incautas - exaltando até o infinito a divina misericórdia, que realmente é infinita... Para quem se arrepende, pede perdão a Deus e, vive uma constante e sincera conversão.

Sim, é preciso saber que a misericórdia é infinita unicamente para quem pede perdão de sua culpa, de sua falta. É infinita unicamente para quem não tem o cinismo de dizer: vou pecar, que Deus é bom, e depois me perdoa! E ela jamais será infinita para quem, tendo a alma carregada de pecados, fala da misericórdia, mas vive na injustiça. Não se confessa! Não se converte!

Na semana que passou escutei a homilia de um sacerdote, bem velhinho, que disse assim: eu tenho o sentimento de que ninguém se perde! Ó céus, um padre com mais de 70 anos pregar isso é um horror. Ele faz de Jesus um mentiroso, pois Jesus disse que o rico avarento estava no inferno ( Lucas 16, 22-23)! Disse que larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram (Mateus 7, 13)! No Apocalipse 22, 15 disse quem vai para o inferno! Enquanto em Lucas 13, 5 disse que sem arrependimento pereceremos, em Mateus 7, 21-23 disse que nem todo aquele que diz senhor, senhor entrará no céu! Ele cometeu o grave pecado de duvidar e desacreditar das palavras de Jesus Cristo que é a verdade, o caminho e a vida (João 14, 6)

Enfim, a divina e infinita misericórdia nos chega pelo confessionário, em humilde contrição e profundo arrependimento, por uma conversão constante, pela busca da santidade que consiste na fidelidade a Deus. Por falta disso é que a humanidade está neste abismo, achando que se pode viver praticando crimes, vícios, mentiras, adultérios, roubos, desonestidades, corrupção e podridão sexual, depravações alucinadas... E que disso não terá que prestar contas à Justiça divina (2° Coríntios 5, 10; Hebreus 9, 27). Isso, acima de tudo é blasfêmia!

E comungar estando em pecado mortal (aborto, crime, prostituição...) é sacrilégio, um dos pecados mais terríveis que se comete: saber que está em pecado grave e mesmo assim receber o Corpo Santíssimo de Jesus. E hoje são bilhões os sacrilégios que se comete! E grande parte da culpa deles recai sobre os sacerdotes que iludem as ovelhas, levando-as através de falsos ensinos (como o mencionado acima) à perdição eterna. Pastor que faz isso já é lobo, vestido em pele de cordeiro.

Não acreditem, pois, em quem se exaure na misericórdia, deixando de pregar também a Justiça divina, que é da exata dimensão da misericórdia. Esta é para quem pede perdão depois de ter caído por fraqueza, NUNCA para quem se sabe em falta grave, e acha que Deus o irá acolher em seu seio assim mesmo, sem que ele caia de joelhos e implore o perdão, a misericórdia e busque uma vida de fidelidade a Deus. Vejam o texto...

A ilusão da misericórdia sem conversão

(Santo Afonso Maria de Ligório)

"Pode ser que haja, no meio de vós, meus irmãos, alguém que se encontre com a alma carregada de pecados e que -- longe de pensar em se livrar deles pela confissão e penitência -- não cessa de cometer novos pecados, se sobrecarregando ainda mais. A estes a palavra de Deus alerta:
Ai dos filhos rebeldes que acumulam pecados sobre pecados (Isaías 30, 1).
Aqueles que pecam, me ofendem, fere a sua própria alma. Quem me odeia ama a morte (Prov 8, 36). leia ainda: Provérbios 1, 24-32.
Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal (Isaías 5, 20-24).

Este, certamente, abusa da misericórdia divina; pois, a que fim nosso Deus tão bom deixa que este pecador viva senão para que ele se converta, se arrependa e DEIXE A VIDA DE PECADOS (Prov 28, 13) e, por consequência, escape da desgraça de perder sua alma? Leia: Ezequiel 33, 11; Dt 30, 15-16.

“Ele merece as severas censuras que o Apóstolo dirigiu ao povo judeu impenitente: ‘Porventura desprezas as riquezas da bondade, da paciência e da longanimidade de Deus”? Ignoras que Sua bondade te convida à penitência?

Mas que na tua dureza e coração impenitente, acumulas para ti um tesouro de ira no dia da ira e da manifestação do justo juízo de Deus' (Rom 2, 4-5).

“Eu quero vos afastar, meus irmãos, desse funesto abuso, e vos preservar da desgraça de cair na morte eterna do inferno”. A esse propósito, chamo vossa atenção para a seguinte verdade:

Quando uma alma abusa da misericórdia divina, a misericórdia divina está bem próxima de abandoná-la... Se Deus nos tolerasse sempre ninguém se condenaria.

“Santo Agostinho observa que, para enganar os homens, o demônio emprega ora o desespero, ora a confiança”. Após o pecado, o demônio nos mostra o rigor da justiça de Deus para que desconfiemos de Sua misericórdia. Entretanto, antes do pecado, o demônio nos coloca diante dos olhos a grande misericórdia de Deus, a fim de que o receio dos castigos, devidos ao pecado, não nos impeça de satisfazer nossas paixões...

"Essa misericórdia sobre a qual vós contais para poder pecar, diga-me, quem vo-la prometeu? Não Deus, certamente, mas o demônio, obstinado em vos perder. Cuidado!, diz São João Crisóstomo, de dar ouvidos a este monstro infernal que vos promete a misericórdia celeste...

“‘Deus é cheio de misericórdia, eu pecarei e em seguida me arrependerei e confessar-me-ei’”. Eis aí a ilusão, ou antes, a armadilha que o demônio usa para arrastar tantas almas ao inferno!...

Nosso Senhor, aparecendo um dia a Santa Brígida, queixou-Se:

"Eu sou justo e misericordioso, mas os pecadores não querem ver senão minha misericórdia" (Ego sum justos et misericors; peccatores tantum misericordem me existimant - Rev. 1. I. c. 5).

Não duvideis, diz São Basílio, que Deus é misericordioso, mas saibamos que Ele é também justo, e estejamos bem atentos para não considerar apenas uma metade de Deus.

Uma vez que Deus é justo, é impossível que os ingratos e impenitentes escapem da justiça divina. Misericórdia! Misericórdia! Sim, mas para aquele que teme a Deus, e não para aquele que abusa da paciência divina!”“.

(Sermons de S. Alphonse de Liguori, Analyses, commentaires, exposé du système de sa prédication, par le R.P. Basile Braeckman, de la Congrégation du T. S. Rédempteur, Tome Second. Jules de Meester-Imprimeur-Éditeur, Roulers, pp. 55-
60, apud Revista Catolicismo, número 572, agosto/1998, página 37, grifos nossos).

Obs: com alguns suplementos do catequista: Aquino.

Fonte: http://www.cidadaosdoinfinito.com.br/?cat=6&id=510

Leia também em: http://larcatolico.webnode.com.br/…/a-ilus%C3%A3o-da-miser…/

 

 

 

 

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