SÃO PEDRO, PRIMEIRO PAPA!

São Pedro, Primeiro Papa!

Debate proposto Pelo protestante (Álvaro Fernandes)

A ideia é discutir [à luz das Escrituras Sagradas e da literatura patrística] se Nosso Senhor fundou uma Igreja visível e hierárquica, colocando-Lhe por chefe São Pedro Apóstolo.

Eu vou tentar resumir ao máximo a minha resposta.


Da Definição Bíblica de Igreja (Ekklesia).

1-Grupo de seguidores de Cristo que se reúnem em determinado lugar para adorar a Deus, receber ensinamentos, evangelizar e ajudar uns aos outros (Rm 16.16).2-A totalidade salva das pessoas em todos os tempos (Ef1.22)
Da Igreja Primitiva

Na atual dispensação ou idade da Igreja (Era apostólica), os apóstolos não organizaram uma Igreja, uma organização hierárquica com a responsabilidade de «controlar» todos os cristãos do mundo, mas igrejas. O apóstolo Paulo fala-nos de «as igrejas dos gentios» (Rom. 16:4), «as igrejas da Galácia» (Gál. 1:2), «as igrejas da Judeia» (Gál. 1:22), «as igrejas de Deus» (I Tes. 2:14).
Cerca do ano 96 da era atual, o Senhor Jesus Cristo dirigiu sete cartas a sete igrejas; e nenhuma delas foi endereçada à Igreja Romana. O fato do próprio Salvador Se ter dirigido, nos fins do século I, «às igrejas» e não à Igreja revela-nos claramente que não era do Seu propósito, na presente Dispensação, agrupar os cristãos numa organização estatal ou mundial, com uma chefia que se proclamasse «Mãe e Senhora» de todos os filhos de Deus. Em suma, Cristo e os seus apóstolos não vieram fundar um Estado rico e poderoso, mas vieram fundar uma Igreja (Grupo de cristãos e não uma organização estatal).

Da primazia

De fato, Paulo, fora coluna da Igreja, mas devo expor aqui o conceito de primazia:
1-Superioridade de categoria.2-Prioridade.3-Excelência. (Vamos ficar apenas com estes). Pedro fora superior aos eminentes apóstolos? Pedro (que também fora coluna) fora superior a Paulo? Paulo responde:
Mas penso que em nada tenho sido inferior a esses eminentes apóstolos! II Coríntios 11.5(Bíblia Católica Ave Maria- Todos os direitos reservados) EM MAIÚSCULO: EM NADA TENHO SIDO INFERIOR…

Do acréscimo ao nome de Pedro

Do termo Petrus

Existe uma argumentação fajuta que afirma que Petrus e Petra não possuem diferença e que pequena pedra seria “lithos” no grego koiné, não obstante, os escritos de Agostinho de Hipona, mostram a clara diferença entre Petrus e Petra.

Do ataque as Sagradas Escrituras

“A Bíblia nem existia” (sic). Da forma como a mesma é hoje eu concordo que não existia mesmo, mas essa falácia de que só havia Tradição e “não existia nada escrito” repetida à exaustão pelos apologistas católicos é refutada pelos escritos de Agostinho de Hipona:

Do Consenso unânime dos Padres.

Vale salientar a diferença entre consenso unânime, majoritário e minoritário.
Não houve consenso unânime e nem consenso majoritário sobre a Pedra ser Pedro, mas sim uma minoria pensavam ser Pedro a Pedra. Abaixo, eu provo pelos pais da Igreja:

Fica assim demonstrado por esta apresentação que simplesmente não havia consenso unânime sobre a interpretação de Mateus 16:18 com a qual, no século XIX, se pretendeu fundar o dogma da primazia e infalibilidade do bispo de Roma. E que, por outro lado, a opinião maioritária dos antigos era contrária a tal interpretação. Portanto, que um dos fundamentos em que se baseia a definição é falso e contrário à história. Este é um fato irrefutável.

Quem é a Petra? Cristo ou Pedro? Quem é a Pedra de Mateus 16.18?

E sobre esta pedra (Pedro?) edificarei minha igreja…

Mt 16:18

Agora vamos para a Bíblia Sagrada que é UNÂNIME ao afirmar quem é a Petra!!!!!!!!!!!!!

A pedra é Pedro, ou a pedra não é Pedro?

Perguntaremos a Moisés:

Dt 32:4 Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.
Dt 32:30 Como poderia ser que um só perseguisse mil, e dois fizessem fugir dez mil, se a sua Rocha os não vendera, e o SENHOR os não entregara?

Perguntaremos a Samuel:

1Sm 2:2 Não há santo como o SENHOR; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus.
2Sm 22:2 Disse pois: O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador.
2Sm 22:3 Deus é o meu rochedo, nele confiarei; o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. O meu Salvador, da violência me salvas.
2Sm 22:32 Por que, quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus?
2Sm 22:47 Vive o SENHOR, e bendito seja o meu rochedo; e exaltado seja Deus, a rocha da minha salvação,

Perguntaremos a Davi

Sl 18:2 O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.
Sl 18:31 Porque quem é Deus senão o SENHOR? E quem é rochedo senão o nosso Deus?
Sl 18:46 O SENHOR vive; e bendito seja o meu rochedo, e exaltado seja o Deus da minha salvação.
Sl 61:2 Desde o fim da terra clamarei a ti, quando o meu coração estiver desmaiado; leva-me para a rocha que é mais alta do que eu.
Sl 92:15 Para anunciar que o SENHOR é reto. Ele é a minha rocha e nele não há injustiça.

Perguntaremos a Isaias

Is 26:4 Confiai no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR DEUS é uma rocha eterna.
Is 28:16 Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse.
Is 32:2 E será aquele homem como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta.

Perguntaremos ao próprio Pedro:

1Pe 2:6 Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido.
1Pe 2:7 E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina,
1Pe 2:8 E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo,

Perguntaremos a Paulo

Rm 9:32 Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; tropeçaram na pedra de tropeço; Rm 9:33 Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer nela não será confundido.
1Co 10:4 E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.
Ef 2:20 Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;

Jesus diz:

Mc 12:10 Ainda não lestes esta Escritura: A pedra, que os edificadores rejeitaram, Esta foi posta por cabeça de esquina; Mt 21:42 Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, Essa foi posta por cabeça do ângulo; Pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos? Jo 14:6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Portanto, a todos aqueles que afirmam que a pedra é Pedro, responderemos como Moisés

Dt 32:18 Esqueceste-te da Rocha que te gerou; e em esquecimento puseste o Deus que te formou; Dt 32:31 Porque a sua rocha não é como a nossa Rocha, sendo até os nossos inimigos juízes disto.

Abraços,

Os argumentos bíblicos são irrefutáveis. Esperarei as suas respostas .  

Resposta católica do administrador Post (Jorge Ferraz)

Primeiro, o resumo da ópera; depois, alguns comentários à resposta “maximamente resumida” do Álvaro; e, por fim, alguns pontos sobre os quais ainda não se falou.

Sobre as perguntas anteriores simplesmente ignoradas:

– – –
* Explique o protestante em quê São Pedro é “o primeiro”, como dizem as Escrituras Sagradas; * Explique o protestante o porquê de Nosso Senhor ter mudado o nome de Simão para KEPHAS;
* Traga o protestante um único Padre da Igreja negando a primazia do Bispo de Roma.
– – –

Todos os questionamentos permanecem em aberto. Para o protestante, São Pedro não é “o primeiro” (Mt X, 2) em absolutamente nada e as Escrituras são mentirosas. Para o protestante, Nosso Senhor não mudou o nome de Simão para “KEPHAS” (que significa “PEDRA”) e as Escrituras são mentirosas. Para o protestante, os Padres da Igreja eram todos hereges e contraditórios (sobre isto, veja-se mais abaixo).

Quanto à resposta “maximamente resumida:

1. Sim, as igrejas organizadas durante a Era Apostólica tinham líderes que precisavam ser obedecidos, como é possível ler nos Atos dos Apóstolos [Em cada igreja instituíram anciãos e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado (Atos dos Apóstolos 14,23)Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue (Atos dos Apóstolos 20,28); etc.]. Nunca foi o samba-do-crioulo-doido (onde qualquer um pode mandar e ninguém precisa obedecer) que é nas seitas protestantes do século XXI. Além disso, quando havia divergências entre as igrejas, era feito um Concílio Ecumênico e o Papa dirimia a questão, como também está nos Atos dos Apóstolos e já foi explicado.

2. As “brigas, rixas e divisões do catolicismo” são muitíssimo simples: existem aqueles que obedecem ao Papa e existem aqueles que não o obedecem. Ou seja, não existe – ao contrário do protestantismo – o “direito à divisão”, a idolatria do próprio umbigo ou o subjetivismo erigido em critério de verdade. Na Igreja Católica, como era na Igreja do Novo Testamento (em particular do Ato dos Apóstolos) e ao contrário do que fazem as seitas heréticas protestantes, há uma Hierarquia.

3. Sobre a [absurda] citação de II Cor 11, 5, onde São Paulo está precisamente reclamando dos que não o obedecem (i.e., fazendo valer a sua autoridade, coisa que não existe nas seitas heréticas protestantes), responda o próprio São Paulo: “Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?” (I Cor 12, 19). Sem contar que São Paulo só foi plenamente aceito na comunidade cristã depois que Barnabé “apresentou-o aos apóstolos” (At 9, 27). E o próprio São Paulo, durante a questão judaizante, não resolveu as coisas sozinho – muito pelo contrário, resolveu-se que ele fosse “tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém” (At 15, 2). Donde se vê que São Paulo sabia-se, sim, inserido em uma Igreja Hierárquica onde não podia agir da maneira louca que agem os protestantes atuais (abrindo uma seita em cada galpão de esquina conforme um idólatra discorde do outro).

4. Sobre o “acréscimo ao nome de Pedro”, está escrito com todas as letras nos Evangelhos que Nosso Senhor disse a Simão: “Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra)” (Jo 1, 42). Portanto, é óbvio que Nosso Senhor deu a Simão um nome que significa PEDRA. Por que Ele fez isso? Segundo a lógica protestante, Ele não fez isso (!!!) e, se fez, não foi por nada. Ainda, se houvesse diferença entre “Petrus” e “Petra” (diferença que ninguém enxerga, a não ser os idólatras filhos de Lutero), não mudaria o fato de que Petrus (assim como Cefas) significa “PEDRA” e este nome – este “título” – dado a Simão por Cristo exige alguma razão de ser. É esta a questão que o herege se recusa obstinadamente a responder.

5. Sobre o “consenso unânime dos Padres”, eu vou repetir o que foi dito: nunca, jamais, um dos Padres NEGOU (atenção ao verbo) que São Pedro fosse a pedra sobre a qual Cristo edificou a Sua Igreja. Seria muitíssimo fácil para o herege demonstrar que isto é falso: bastaria trazer uma única citação de algum dos Padres dizendo “embora vários digam por aí que Simão Pedro é a Cefas sobre a qual Cristo edificou a Igreja, isto é falso e quem diz isto é um herege” ou coisa parecida. Como isto não existe, o que o herege faz é citar (sem avisar que é uma citação e com evidentes rasgos de analfabetismo funcional) um texto enorme onde vários Padres (alegadamente) dizem que Cristo é a pedra e que a Fé (de Simão) é a pedra. Oras, dizer que a fé de Simão é a pedra não é o mesmo que negar que o próprio Simão seja a Pedra, uma vez que as Escrituras Sagradas não têm necessariamente um único sentido e nem aventar uma interpretação simbólica de uma passagem (em uma homilia ou em uma catequese) é o mesmo que rejeitar a interpretação teológica imediata da passagem.

Por este “modus interpretandi” obtuso do idólatra protestante (de recortar trechos de escritos dos Padres em gritante oposição ao pensamento deles), então Santo Agostinho nega a multiplicação dos pães:

Como el pueblo ignoraba lo que la Ley quería decir, por esto la tentación del Señor demostraba la ignorancia del discípulo. Y estaban sentados sobre la hierba, porque les agradaban las cosas de la tierra, y descansaban en las cosas materiales. Está escrito que toda carne es paja. Mas ellos fueron alimentados por los panes del Señor, porque los que escuchan por los oídos cumplen con las obras. (…) ¿Qué representan aquellos trozos que sobraron, sino aquellas cosas que el pueblo no ha podido comprender?

http://hjg.com.ar/catena/c698.html

Por esta estúpida e cretina forma de recortar trechos dos padres da Igreja, então São Gregório Moralium nega a ressurreição de Lázaro:

Se dice a Lázaro: “Ven fuera”, para excitarlo a pasar de su pecado oculto a la confesión de su pecado por su propia boca, de manera que el que yace envuelto en su conciencia por el pecado, salga de él por medio de la confesión.

http://hjg.com.ar/catena/c748.html

Por esta mania canalha e desonesta de tratar os escritos dos outros sob a medida da própria miopia teológica, enfim, então Santo Atanásio nega as possessões demoníacas:

Si los demonios no tienen poder sobre los puercos, mucho menos pueden tenerlo sobre los hombres formados a imagen de Dios. Conviene, pues, temer sólo a Dios y despreciar los demonios.

http://hjg.com.ar/catena/c491.html

E incontáveis outros exemplos que podiam ser citados. De onde se vê, portanto, a imensa cretinice dos protestantes quando citam os Padres da Igreja: de como eles, sem respeito intelectual algum pelas obras dos Primeiros Cristãos, saem feito loucos recortando e cuspindo frases desconexas na tentativa vã de encontrar, nos Padres, um reflexo que seja da horrível heresia que eles abraçaram. Este é o único fato irrefutável aqui.

6. Quanto às passagens bíblicas cuspidas pelo herege, são textos que não falam sobre o que foi perguntado: como já demonstrado à exaustão. Sobre a pedra, se é Pedro ou é Cristo, desde quando só pode haver uma pedra na Bíblia?

Porque não pode, em certas passagens bíblicas, a pedra ou a rocha ou o rochedo significar Cristo e, naquela passagem específica sobre a edificação da Igreja, significar Pedro?

Desde quando a Bíblia afirma que Cristo é a pedra da Igreja; quando, na verdade, ela afirma que Cristo é a cabeça da Igreja e não a pedra?!

Na Bíblia, Cristo é a pedra de tropeço, a pedra angular, a rocha, o rochedo, etc., mas não a pedra sobre a qual o próprio Cristo edificou a sua Igreja! Por mais que existam passagens na Bíblia que comparam Cristo a uma pedra ou rocha, isso jamais pode invalidar ou alterar a interpretação literária do versículo na qual Ele afirmou categoricamente:

“… TU és Pedro, e sobre esta pedra EDIFICAREI a MINHA Igreja…”

Ou seja, neste versículo, Pedro é a PEDRA e Cristo é o CONSTRUTOR; e não o contrário! Não importa se os demais versículos bíblicos chamam a Cristo também de pedra ou, tampouco, se é ‘Petros’ ou ‘Petra’ em grego ou ‘Kepha’ em aramaico; o que importa é que a interpretação literária deste versículo em especial é totalmente clara: Pedro é a pedra e Cristo é o edificador!

Aliás, profecia essa cumprida até mesmo literalmente; já que o Vaticano (sede da Igreja Católica) se encontra sobre o túmulo de Pedro!

E veja que não é a Igreja de Pedro, de Paulo, de Maomé, de Buda, de Allan Kardec, de Lutero, de Calvino, do Papa, do Pe. Marcelo, do Edir Macedo, do Valdomiro ou do pastor da esquina, é a Igreja de Cristo fundada pelo próprio Deus e não por homem!

Note também que, no versículo seguinte, Nosso Senhor promete dar as chaves do Reino dos Céus a Pedro e não a todos os apóstolos; confirmando, assim, a primazia de Pedro.

Em suma: Em Mt 16, 18 Jesus não constituiu Pedro como a pedra fundamental da Igreja porque a bíblia diz que Jesus sim, é que é a pedra fundamental da Igreja cf.Mt 21, 42; Atos 4, 11; 1° Pd 2, 7...

RESPOSTA: É o caso de perguntar ao protestante que faz tal objeção: Quer dizer então que Deus (Jesus) fica privado, perde algum atributo e dignidade que ele tem por essência e natureza própria quando o concede às suas criaturas? Se responder não, é o primeiro a contestar (refutar) a sua própria objeção, se responder sim, contradiz a própria palavra de Deus como veremos a seguir. Ora, a Igreja Católica nunca negou que Jesus è a pedra principal e fundamental da Igreja. A questão é se Pedro foi constituído por Cristo como Pedra (fundamento visível) da sua Igreja, como começa negando a própria objeção sem o mínimo fundamento bíblico. Vejamos:

   Em João 8, 12 Jesus disse:” eu sou a luz do mundo”, seguindo a mesma regra da objeção protestante, concluiremos que nenhum apóstolo é ou pode ser luz do mundo, porém, contra tal interpretação em Mateus 5, 15 o próprio Jesus Cristo falando dos apóstolos disse:” vós sois a luz do mundo”. Assim como não há contradição no fato de Jesus sendo a luz do mundo fazer de “todos” os apóstolos luz do mundo, menos ainda há contradição no fato de Jesus sendo a pedra principal e fundamental da Igreja, fazer (constituir) “um” dos apóstolos-S. Pedro, pedra fundamental da Igreja.

   Assim como não há contradição entre Jesus luz do mundo e apóstolos luz do mundo também não há contradição entre Jesus pedra fundamental da Igreja e Pedro pedra fundamental da Igreja. Há luz do mundo e luz do mundo como pedra fundamental da Igreja e pedra fundamental da Igreja, porém, cada um é luz do mundo e pedra fundamental da Igreja a seu modo.

  Jesus é luz do mundo por essência, Por natureza, por brilho próprio, como a fonte, os apóstolos são luz do mundo por missão, por participação, como reflexo da grande luz e sol da justiça que é Cristo.  Jesus é pedra fundamental da Igreja por essência e natureza própria, pedra primária e principal cuja solidez repousa inabalável todo o edifício do cristianismo. Pedro é pedra fundamental da Igreja por vontade de Cristo, por missão e por participação.

Encontramos no Evangelho de São Marcos a seguinte afirmação de Nosso Senhor:
“Só Deus é bom." (Mc 10,18)
Seguindo a mesma regra da objeção não há nada de bom na criação e, muito menos, bons homens, porque disse Cristo que somente Deus é bom? Impossível! Não há como admitir tamanha bobagem protestante.
 Evidentemente, só Deus é bom no sentido de que Ele é a própria bondade e a fonte de todo bem. Mas essa verdade não exclui a bondade existente nas coisas criadas: “Pois tudo o que Deus criou é bom". (ITm 4, 4). Segundo tal objeção nenhum homem pode ser chamado de bom ou ser bom! Entretanto, a bíblia diz: “vosso pai que está nos céus, faz o sol nascer sobre bons e maus” (Mt 5, 45), “ O homem bom do seu bom tesouro tira coisas boas” (Mt 12, 35).

  Novamente temos Bom e bom, assim como há Luz e luz. E por que não duas pedras? Na verdade é uma necessidade que se justifica. Pedro, sendo humano, fraco e limitado como todo homem, também necessitava de um apoio, um firme sustento que o conservasse inabalável como chefe supremo da Igreja. Ora, uma rocha só pode sustentar algo se ela também estiver cravada em local firme. Por isso Cristo sustenta Pedro que por sua vez sustenta a Igreja. Logo, Cristo também sustenta a Igreja, de uma maneira mais elevada e firme que S. Pedro. Poderíamos citar vários outros exemplos para mostrar o contrassenso e falta de fundamento da objeção protestante.

  Ao fazer de Pedro o fundamento visível da Igreja, Jesus não deixa de ser o fundamento invisível, e mais profundo da mesma (1° Cr 3, 11). Também ao entregar as chaves a Pedro, Jesus continua a possuir a chave que abre e fecha definitivamente (Apoc 3, 7); Os poderes de Pedro provêm de Cristo, e são exercidos com a assistência do próprio Cristo – Aliás, não esqueçamos que Jesus fez de seus discípulos “a luz do mundo” (Mt 5, 14), sem deixar de ser ele mesmo a luz primeira e fonte total ( ver Jo 8, 12; 9, 5; 12, 46 ).

  Perguntamos aos protestantes: se a pedra fundamental da Igreja em Mt 16, 18-19 não era Simeão, por que, então, mudou Cristo seu nome para Céfas que quer dizer Pedra? Porventura, os nomes impostos por Deus são palavras vazias, figura sem significado, sombra sem realidade?

Ler mais: http://www.larcatolico.com/news/protestantismo/

Se você não entende ou não acredita, mostre este versículo a um bom professor de português (sincero e Ph.D. em português) e mande ele interpretá-lo para ver se a pedra a quem Cristo se refere nesse versículo não é mesmo Pedro!?

Sobre São Pedro ainda, há uma profecia de Isaías que explica o que significam as chaves:

Naquele dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias. Revesti-lo-ei com a tua túnica, cingi-lo-ei com o teu cinto, e lhe transferirei os teus poderes; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Porei sobre seus ombros a chave da casa de Davi; se ele abrir, ninguém fechará, se fechar, ninguém abrirá (Is 22, 20-22)

Ora, se a autoridade judaica trazia por símbolos a chave da casa de Davi, como negar que a autoridade de Simão – a quem foram dadas as chaves não da casa de Davi, mas do próprio Reino dos Céus – é, no Novo Testamento, muitíssimo maior do que a autoridade da Velha Aliança? Como afirmar que o detentor das chaves do Velho Testamento teria mais autoridade do que aquele a quem o próprio Cristo deu, no Novo Testamento, as Chaves do Reino dos Céus?

Álvaro, tu deves estar de brincadeira.

Todos os hereges protestantes do mundo que não têm capacidade intelectual ou honestidade moral para responder às perguntas simples que já foram feitas, repetidas e “trespetidas” aqui, e que não receberam nunca nada a não ser um vergonhoso silêncio seguido de “copies-and-pastes”

* Explique o protestante em quê São Pedro é “o primeiro”, como dizem as Escrituras Sagradas;
* Explique o protestante o porquê de Nosso Senhor ter mudado o nome de Simão para KEPHAS;
* Traga o protestante um único Padre da Igreja negando a primazia do Bispo de Roma.

Qual a única resposta que estas perguntas receberam? Apenas a clássica sonoplastia típica dos hereges encurralados: Cri… cri… cri….

A única tentativa desesperada de se responder à terceira pergunta acima (que o Álvaro nem repetiu aqui, mas que consta no link citado) foi esta puerilidade aqui:

Também não existiu um Padre primitivo que negou o primado do bispo de Jerusalém ou do bispo de Antioquia ou do bispo de Alexandria.

Acontece que existem incontáveis passagens da virtual totalidade dos Padres da Igreja afirmando o primado do Bispo de Roma (alguns exemplos dos quais eu já citei aqui neste debate, e o protestante (pra variar…) simplesmente ignorou tudo!), e absolutamente nenhuma atribuindo uma suposta primazia ao bispo de Jerusalém, de Antioquia ou de Alexandria. Portanto, do que se trata esta “resposta” senão de uma infantil fuga pela tangente de quem acha que puxar da cartola a ausência de refutação a uma tese que nunca existiu (!!) equivale a refutar o fato histórico de que antes da Revolta de Lutero os cristãos jamais negaram que o Bispo de Roma fosse Cabeça da Igreja de Cristo? Cite-se mais um exemplo (de insofismável clareza) que eu ainda não havia colocado aqui: Santo Ireneu, escrevendo o seu “Contra as Heresias” no Século II:

Já que seria demasiado longo enumerar os sucessores dos Apóstolos em todas as comunidades, nos ocuparemos somente com uma destas: a maior e a mais antiga, conhecida por todos, fundada e constituída pelos dois gloriosíssimos apóstolos Pedro e Paulo. Mostraremos que a tradição apostólica que ela guarda e a fé que ela comunicou aos homens chegaram até nós através da sucessão regular dos bispos, confundindo assim todos aqueles que querem procurar a verdade onde ela não pode ser encontrada. Com esta comunidade, de fato, dada a sua autoridade superior, é necessário que esteja de acordo toda comunidade, isto é, os fiéis do mundo inteiro; nela sempre foi conservada a tradição dos apóstolos (Ireneu de Lião (+202), “Contra as Heresias”, Livro III, Cap. 1 (3,2),apud “Veritatis Splendor”).

Eis a Fé da Igreja! Diante de testemunhos de tamanha clareza, de que valem os mimimis de protestantes comprovadamente incapazes de ler um texto e de articular um raciocínio lógico minimamente consistente para o responder, e que acham que apelar para copies-and-pastes sem sentido e sem relação com o debate é a mesma coisa que refutar a Doutrina Católica? E ele ainda vem dizer que “lava as mãos” por minha alma! Melhor faria o herege em procurar ter mais honestidade consigo mesmo.

Por fim, cabe lembrar que a tipologia bíblica é ampla, não havendo nenhuma razão para se achar que Cristo é o único tipo prefigurado no Antigo Testamento com exclusão de todos os outros. Há tipos de Cristo, mas também da noção de Sacrifício, do Sacerdócio, da Igreja, da Virgem Mãe de Deus e do Papa, na clássica passagem de Isaías sobre as chaves da Casa de Davi contra a qual o protestante só faz afirmar que “quem tem as chaves é Cristo”, como se o fato de Eliaquim possuir as chaves da Casa de Davi implicasse que elas não estivessem nas mãos do Todo-Poderoso (!!!); ou como se Cristo Deus, possuindo as chaves, não as pudesse dar (como de fato deu) à Sua Igreja em geral e em particular àquele a quem mudou o nome para Kephas e que, dora em diante, tem nos seus sucessores reivindicado o poder das chaves ao longo dos séculos sem que isso provocasse, dentro do mundo cristão, o esperneio com o qual os protestantes  têm lutado em vão contra Cristo desde a revolta de Lutero.

O que é típico na mente protestante é que a vontade de refutar é maior que a vontade de aprender.Nós dizendo claramente que: “Não tem conhecimento suficiente, só desejo de refutar”. O fato é que não há um desejo real de aprendizado por parte de inúmeros protestantes, incluindo o Sr. Álvaro, ele se esquiva das perguntas que são essenciais para o debate:

Como esta que foi feita por minha pessoa:

Explique o protestante em quê São Pedro é “o primeiro”, como dizem as Escrituras Sagradas;

Mesmo estando em NEGRITO em em MAIÚSCULA ele irá se negar a enxergar e a repondê-lá.

Na verdade, Álvaro você não és debatedor, tu és papagaiador. Tu não estás interessado em defender a verdade, e sim em brincar de caçar textos de outrem para serem cuspidos em “resposta” a outros textos que tenho dúvidas de se os lês. Na verdade, isto que tu fazes é exercer uma atividade intelectual que pode ser classificada como levemente pior do que a do Fabuloso Gerador de Lero Lero.

Pois bem, por suposição, admitamos que a a verdadeira Igreja de Deus não tenha mais jeito. Vamos abandonar o barco!

Perguntemos a esses “versados em fé”  Em qual dessas 80 devemos nos batizar e aceitar como verdadeira:

Luteranos

Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Igreja Evangélica Livre do Brasil

Congregacionalistas

União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil
Igreja Cristã Evangélica do Brasil
Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil
Associação das Igrejas Congregacionais Kalleyanas
Igreja Evangélica Congregacional do Brasil

Igreja Presbiteriana do Brasil

Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil
Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (carismática)

Anabatismo

Igreja Mennonita
Dunkers
Igreja Missionária Unida no Brasil

Batistas

Convenção Batista Brasileira
Convenção Batista Nacional ou Igreja Batista Renovada (Pentecostal)
Igrejas Batistas Independentes no Brasil (Pentecostal)
Igreja Batista Regular
Igreja Batista Conservadora
Igreja Batista do Sétimo Dia
Comunhão Batista Bíblica Nacional
Comunhão Reformada Batista do Brasil (Calvinista)
Comunidade Batista Cristã (Pentecostal)

Metodistas

Igreja Metodista
Igreja Metodista Livre
Igreja Metodista Wesleyana (pentecostal)
Igreja Wesleyana Unida (pentecostal)
Igreja do Nazareno

Movimento Millerita

Adventismo do Sétimo Dia
Igreja Adventista do Sétimo Dia
Sinagoga Beth Bnei Tsion (ligada à Igreja Adventista do Sétimo Dia)
Comunidade Arabe Aberta (ligada à Igreja Adventista do Sétimo Dia)
Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma
Igreja Adventista da Promessa (pentecostal)
Igreja Adventista Brasileira
Igreja Cristã Bíblica Adventista
Igreja de Deus do Sétimo Dia
Igreja Remanescente Dualista dos Primogênitos
Congregação Israelita da Nova Aliança
Movimentos adventistas não sabatistas
Igreja Cristã do Advento
Estudantes da Bíblia
Testemunhas de Jeová

Movimento Campbelita

Discípulos de Cristo
Igrejas de Cristo

Movimento Pentecostal

Congregação Cristã no Brasil
Missão Evangélica Pentecostal do Brasil
Igreja de Cristo no Brasil
Igreja de Deus no Brasil
Igreja de Cristo Pentecostal no Brasil
Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil
Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil
Igreja Evangélica Avivamento Bíblico

Segunda Onda do Movimento (Deutero-pentecostalismo)

Igreja Cristã Maranata
Igreja do Evangelho Quadrangular
Igreja Pentecostal Deus é Amor
Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo
Catedral da Bênção
Igreja Unida
Igreja União Evangélica Pentecostal

Terceira Onda do Movimento (Neopentecostais)

Comunidade da Graça
Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra
Igreja Internacional da Graça de Deus
Igreja Universal do Reino de Deus
Igreja Cristã de Nova Vida
Igreja Apostólica Renascer em Cristo
Igreja Apostólica Fonte da Vida
Igreja Bola de Neve
Ministério Internacional da Restauração
Igreja Mundial do Poder de Deus

Porque tanta divisão assim?

Em qual delas “mestre”?

Esses neo-protestantes, que quando estavam na Igreja Católica, só ia a igreja em dia de casamento ou batizado, saem daqui, cospem no prato em que comeram e querem dar exemplo de conduta. Querem brigar pelo que acham certo? Então lutem aqui dentro. Fora, nenhum, repito, nenhum conseguiu.

E protestante é hábil em atacar com falácias argumentativas e citações fora de contexto. Cristo disse: eu sou a luz do mundo! Mas disse aos apóstolos: vós sois a luz do mundo. Assim como há Luz e luz, há também Rocha e rocha. Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça.

Protestante nunca está atrás da verdade. Nada que alguém possa dizer a um protestante recomendará estudo ou pesquisa. Um protestante sabendo que outros protestantes discordam dele e sabendo que a verdade tem que ser única, ainda assim prefere arriscar sua alma do que pesquisar, estudar e eventualmente admitir que está errado. Cada protestante é ídolo e mestre de si mesmo. Não percam tempo! 220.000 igrejas protestantes no Brasil, todas divergentes entre si, umas chamando as outras de hereges, mas todas dizendo-se certas e inspiradas pelo Espírito Santo.

Fonte: http://www.deuslovult.org/aux-armes/sao-pedro-primeiro-papa-alvaro-fernandes/

Obs; Com suplementos do Catequista Aquino, citados e tirados do seu site:

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